Junho 23, 2008...9:43 pm

Lido: Marvel Especial #7 NAMOR (Editora Panini)

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A revista Marvel Especial é publicada a cada dois meses, sempre trazendo uma “atração” diferente. Esta é a última, desta vez estrelando o relativamente conhecido do povo, o Namor.

Li esta revista da Panini em duas partes: o primeiro trecho foi uns 10 dias atrás, logo que comprei, e correspondeu ao capítulo 1 (de 6) da história completa. Os outros 5 capítulos li ontem à noite, no conforto do meu sofá, depois dos bebês irem dormir e sem televisão, computador ou qualquer outro aparelho “zumbitrônico” ligado. Nossa, estava precisando de um momento a sós: eu e uma revista Marvel. E, como a história foi bem legal, foi melhor ainda.

O Namor, também conhecido como Príncipe Submarino, é um dos personagens mais clássicos e antigos da Marvel Comics, criado em 1940 por Bill Everett e publicado na raríssima Marvel Comics #1, mas faz tempo que perdeu a sua proeminência no mundo dinâmico das HQs. Seu último título mensal pra valer terminou no começo da década de 90 nos USA. De lá pra cá, foi um coadjuvante de luxo junto a vários outros personagens, sobretudo do Quarteto Fantástico; participou de grandes Sagas e estrelou um ou outro especial e uma ou outra mini-série. A qualidade desses trabalhos varia muito.
A revista em questão é a versão brasileira da última mini do personagem (Sub-Mariner 1-6), que saiu em meados de 2007 nos USA, e tem sua trama centrada nos eventos da Saga “Guerra Civil”, uma verdadeira divisora de águas da cronologia do Universo Marvel. Os autores são: Matt Cherniss e Peter Johnson no texto e o Phil Briones na arte.

Portanto, a primeira coisa importante a dizer é que esta revista funciona melhor para aqueles leitores mais habituados com a intrincada teia da Marvel. Ela não conta a origem do anti-herói, não é uma história que começa ou termina aqui e nem é “auto-explicativa”, como era o hábito até os anos 80.

Mas vamos lá. Eu sou fã hardcore da Marvel e conheço bem o pano de fundo e todos os principais envolvidos nesta trama: Homem de Ferro e a SHIELD, Professor Xavier e Wolverine, Venon e Nitro e, claro, vários outros Atlantes.

Isso porque a história parte do pressuposto deixado em uma outra revista, chamada Guerra Civil Especial, onde uma “célula terrorista atlante” é descoberta e desabilitada por outros heróis. Aqui, vemos uma outra “célula”, aparentemente rebelde, pondo em ação um ataque terrorista de fato, eliminando dezenas de cidadãos americanos. Assim que sabe do ocorrido, Namor parte em busca de respostas, enquanto o Homem de Ferro e um exército da SHIELD cercam a capital do Reino Submarino, Atlântida.

A partir daí (e fiquem tranquilos que não dou “spoilers fortes”), traições, descobertas, combates e corrida contra o tempo compõem o roteiro simples mas eficiente, com um desenho razoável e bem adequado. Há revelações importantes, e um final chocante, diferente do que se espera, e que muda drasticamente a história do povo submarino e do próprio Namor.

Dá pra ficar curioso com as possibilidades criadas… enfim, valeu a lida, valeu a pena rever o Namor com sua intempestuosa personalidade superando adversários (com facilidade) e até mesmo usando estratégias acima do que habitual. Foi bem bacana também saber que sua autoridade não é unânime entre o seu povo e que ele tem que lutar por ela, ao menos às vezes. Isso tudo é o lado bom.

O lado ruim, além do preço que não é pra qualquer um, é que precisa estar por dentro dos últimos acontecimentos da Marvel e não dá pra esperar também uma obra-prima.

Como fã, há também o lado do “quero mais”: o personagem merece um título próprio e esta revista serve para pavimentar o caminho. Quem sabe se não veremos mais do Príncipe do que jeito que ele merece? A partir deste momento, ele teria uma oportunidade e tanto para estrelar sua própria revista mensal, com um time criativo de qualidade.

Fui dormir tarde mas feliz. Nada como uma história bacaninha pra esquecer da segundona que vem aí!

Conclusões:
- Valeu o tempo e valeu o investimento!
- Bom roteiro, com algumas surpresas, confrontos inéditos e final “muda tudo” coerente!
- Arte ok, como sempre um pouco prejudicada pelo papel barato da Panini.
- Edição muito boa, capa ótima e chamativa, formato original, mini na íntegra, capas publicadas.
- Nota 3,5 pra revista (de Zero a 05!) 

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